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Nasceu!

Abril 22, 2009

Nasceu o filhinho do meu irmão, o João Guilherme, meu sobrinho que eu ainda não vi, mas que deve ser um bocado bonito.

Eu fiquei sabendo por SMS, e por SMS eu mandei o pai ir lá tirar umas fotos pra mim. Nós sabemos que meu pai é viciado em tirar fotos, mas enviar por email, not so much. Vou esperar.

E pode deixar, seu João Guilherme, quando eu chegar aí, vou te pegar, vou te apertar e te encher de cheiro.

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me, myself and I

Abril 9, 2009

Amanhã é feriado e os meus planos são: comprar comida, limpar a casa e dormir, dormir, dormir. Houve quem se preocupasse e dissesse que seria muito deprimente passar o fim de semana prolongado aqui sozinha e tentasse me inspirar a ir pra praia, mas eu não fraquejei.

Não me leve a mal, mas é que depois de passar natal e ano novo na minha cidade natal, imediatamente seguida da visita de 3 meses da mãe e turismo involuntário com o pai, esse vai ser o meu primeiro fim de semana sozinha no ano de 2009 e eu estou com saudade de não ter nada pra fazer.

E que todo mundo se divirta! YaY!

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She has no time for you now!

Setembro 18, 2008

Okay, eu peguei leve esse tempo todo e agora faltam 21 dias. Vinte e um dias! Pra comprar uma mala nova, jogar fora as coisas velhas, comprar umas coisas que eu quero levar, comprar presentinhos, declarar imposto de renda, avisar que estou saindo do país, encerrar conta no banco, trocar meu dinheiro pra Real, me despedir das pessoas, me despedir dos lugares, aprender o trabalho novo (e gostar dele), fazer as malas, limpar o quarto pra menina que vai se mudar pra lá, encontrar uns apartamentos interessantes na minha futura cidade nova, comprar passagens, caraca… como é que eu fui deixar a passagem por ultimo?

E como se não bastasse, no meio de tudo isso, eu resolvi voltar a postar.

Discover Keane!

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pé ante pé, assim é que se faz

Maio 24, 2008

Fazem exatamente 2 horas que acordei. 2 horas que o telefone tocou. 2 horas que me mandaram olhar pela janela pra tomar coragem e sair pra aproveitar o dia. 2 horas… e eu ainda de pijama, enrolando pela cama.

Impressionante!

Eu resolvi que tinha umas coisas pra organizar aqui por casa. Arrumar o quarto, limpar o banheiro, lavar roupa. As obrigações vêm primeiro, depois eu saio pra me divertir. Foi aí que percebi que antes disso, precisaria comprar produtos de limpeza. Então primeiro toma banho, come alguma coisa, vai no supermercado, veste a fantasia de amélia e só depois sair pra aproveitar o dia.

Fazem 2 horas, ou melhor, agora fazem 2 horas e 11 minutos. que diabos eu tô esperando???

“A vida é agora, aprende!” (Caio Fernando Abreu)

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é um resto de toco, é um pouco sozinho

Março 31, 2008

flor

Hoje é dia 31 de março, 1/4 de ano que se passou e, se restava alguma dúvida, agora já estou certa de que o tempo segue avançando sem piedade. Nada de “pause” ou “rewind”, a vida não espera que você esteja pronto pra seguir adiante e eu resolvi não desperdiçar nenhum minutinho dela. 

Em março eu fui na farmácia com as minhas próprias perninhas e comprei o remédio pra minha tosse de cachorro, sozinha, sem mamãe. Eu fui no banco solicitar cartão novo e alterei endereço, documentos de identidade, sem a ajuda dele. Eu desejei feliz aniversário pro meu pai e irmão, no mesmo dia. Eu joguei floor hockey pela primeira vez e até que fui bem. Eu joguei boliche pela primeira vez e até fiz strike. Eu fui ver uma das minhas bandas favoritas tocando ao vivo. Eu fui ao museu ouvir bossa nova e animei o meu domingo. Eu viajei a negócios, fiz contatos profissionais importantes pro meu futuro. Eu estreitei laços de amizade. Eu falei o que me veio a cabeça pra uns, e outros me fizeram engolir sapos. Eu comi churrasco, eu fui no salão de beleza, eu fui pra praia (eeee!). Eu doei meu rico dinheirinho pra cruz vermelha e me vi sem um tostão pra voltar pra casa. Eu senti saudades e vi o dia amanhecer, duas vezes seguidas. Eu lavei a alma com água da chuva. 

No fim, março deu canseira! 

Mas, ao que tudo indica, acabou o inverno. Os dias já estão muito mais longos, agora só faltam as árvores voltarem a ficar verdinhas e as flores da primavera comecarem a nascer. Tudo vai ser melhor. 

E sabe o que mais? Tá chovendo… lá fora. humrum, isso mesmo: “águas de março”. 

“…É promessa de vida no MEU coração”

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note to self: bebida alcoólica e câmera fotográfica não combinam

Março 14, 2008

Quase uma semana se passou e as fotos da festa continuam aparecendo… tenebrosas! 

festa

tenho medo!

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… e pra celebrar o chão da minha cozinha

Março 11, 2008

Quando eu mudei pro apartamento “novo”, a proprietária veio me explicar que houve uma infiltração terrível na cozinha e por isso foi preciso arrancar o piso, mas era coisa rápida, em duas semanas já deveria estar resolvido. 

Seis (06) meses depois, tudo na mesma. 

Pode até parecer desculpa de preguiçoso, mas qual a motivação de você limpar um lugar que vai sempre estar sujo?  Pensa comigo: o chão era cimento puro, se eu tirasse o pó da mesa, 5 minutos depois a poeira já tinha subido novamente, se eu fosse aspirar o chão, ia acabar abrindo um buraco pro apartamento de baixo e, aí sim, eu teria um problemão.  Foi por isso que eu nunca me empenhei ferroneamente à culinária e demais afazeres domésticos… pronto, consegui passar a culpa a diante. Sem contar que a dona do apartamento guarda toda sorte de tralha que se possa imaginar. Isso mesmo, tralha, do Latim tragula, conjunto desordenado de coisas várias; quantidades de coisas sem valor; cacaréus… nós temos coleções de relógios sem bateria, abajures quebrados, recortes de jornais amontoados, cartões postais de mil novecentos e antigamente, todos por ali, como se tivesse chegado semana passada, como se ainda fizessem algum sentido e eu, como filha da minha mãe, não posso ver nada dando sopa num cantinho que já quero jogar fora, ficava agoniada de ver tanta tranqueira, porém inibida de organizar a bagunça alheia. 

FICAVA, pretérito imperfeito! Minha cozinha agora já tem chão e ninguém mais me segura.  

A primeira providencia foi organizar uma festa com a desculpa de celebrar o aniversário do Juan, mas no fundo-no fundo eu queria mesmo era celebrar o chão da cozinha.

chao

Eu não vou nem me estender em detalhes sobre a festinha, porque para tanto precisaria fazer acariação entre as partes pra poder reconstituir os fatos, mas aqui vão fatos dignos de nota:

- todo mundo disse que a minha lasanha estava maravilhosa. (tá vendo, mãe?)

- 5 dos meus amigos ficaram presos no elevador durante 40 minutos e eu tive que chamar a emergência pra tira-los de lá. Se não fosse tão cômico, seria trágico. Um deles é cheio das gracinhas então ninguém acreditou quando ele ligou contando que tava preso, a partir daí todo mundo ficou fazendo piadinha a respeito.

- “three man” é o “drinking game” mais legal de todos os tempos.

- tanta bagunca serviu pra me aproximar mais do colombiano que divide o apartamento comigo. 

Tá vendo? A alegria está nas pequenas coisas.

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Stereophonics em Estocolmo, eu fui!

Março 6, 2008

O Kelly Jones é um chuchuzinho, mesmo com a fama de encrenqueiro. Ele é baixinho, do cabelo por cortar, dos óculos escuros até no escuro, da jaqueta preta de couro, da voz rouca e inconfundivel, do sotaque britânico que as vezes eu nem conseguia entender.  

Se você pensou que eu gosto da banda por causa do vocalista bonitinho, se enganou. 

Tem também o Adam Zindani, na guitarra e backvocal, que na verdade é do SpiderSimpson, e o Tony Kirkham no piano, que apesar de só acompanharem Stereophonics em turnê, ineteragem perfeitamente com a banda.  

Tá, mas quem é mesmo Stereophonics? 

É uma banda de brit-pop, com um quê de “Oasis” e “The Verve”. Sabe qual é? Eu tenho certeza que você conhece, só não está associando o nome ao “som”. Já sei… lembra daquele filme “Crash, no limite”? Aquele com a Sandra Bullock, Matt Dillon e mais um monte de gente, que faturou Oscar nas categorias Melhor Filme, Roteiro Original e Edição em 2006? Pois então, a música “Maybe Tomorrow” dos Stereophonics toca no fim do filme, como um arremate perfeito a trama.  

Eu disse: Perfeito! 

Foi o suficiente pra eu me interessar em conhecer o resto do trabalho dos caras, comprei uns CDs, e assim que descobri que eles estavam vindo a Estocolmo, convenci o meu então namorado a comprar os ingressos. 

Preciso admitir que fiquei com medinho de ir no show e passar a associar uma das minhas bandas favoritas a esse momento era-pra-ele-estar-aqui e todas essas sentimentalidades inúteis. Bobagem! Assistir Stereophonics tocando ao vivo foi bom a ponto de surpreender.  

A impressão que deu é que era uma banda de amigos, tocando no quintal de casa, aquela coisa sem compromisso, sabe? Amigos tocando por diversão. Eles faziam comentários entre as músicas, faziam piadinhas e riam, sorrisos daqueles que contagiam… eu simplesmente não conseguia olhar pro Adam (estava bem de frente pra ele) e não sorrir junto.  Vai ver eles erraram algum acorde, talvez o Kelly tenha desafinado, se bobear, eles inverteram a ordem das músicas ali na hora, mas como boa fã, eu nem percebi… achei tudo perfeito.

No fim do show, quando eu pensei que a noite não poderia ficar melhor, ele volta sozinho ao palco e toca a minha favoritinha, só voz e guitarra e, tal qual prometi a um amigo, eu gravei e agora posso te mostrar também =]

“are you ready? are you really fuckin’ ready?” (Kelly Jones)

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maybe tomorrow

Fevereiro 29, 2008

Pra quem pensou que a dor de cotovelo tinha se apoderado do meu ser, venho através deste comunicar que faz um dia belissimo lá fora.

Eu acordei cedinho, com um feixe de luz que atravessava a persiana, contrariando as previsões de céu nublado/neve/mau-humor/patati e patata. Não dá pra ignorar um feixe de luz na cara da gente, as 7 da manhã, em pleno inverno. Não, não dá.

Dessa vez vai ser diferente, só porque eu quero assim =]

E quem quiser ir pro show dos Stereophonics comigo, é só pegar um avião que ainda dá tempo. Os ingressos estão na mão.

I wanna breeze and an open mind
I wanna swim in the ocean
Wanna take my time for me
All me

So maybe tomorrow
I’ll find my way home

 

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acabou a coerência nesse mundo de meu Deus

Fevereiro 28, 2008

Não se pode culpar alguém por ter deixado de gostar de você, isso acontece mesmo. Não dá nem mesmo pra dizer que foi repentino, que não esperava… é que as vezes a verdade passa se esfregando na cara da gente, mas se fecha os olhos, se procura uma desculpa mirabolante qualquer pro que deveria ser tão obvio. Tudo faz sentido agora.

Eu sou um tanto enorme de justa, eu sou um bocado de legal e sim, acontece mesmo de eu manter relacão amigável com pessoas que me sacaneiam, mas sangue de barata já é putaria.

Você não pode terminar comigo num dia e esperar que eu aceite que me acompanhe no show 4 dias depois. Pra quê? Você nem conhece a banda, nem queria dormir tarde em dia de semana, nem quer mais continuar comigo. Pra quê isso agora? Os ingressos são meus, larga na portaria, joga pela janela, manda pelo correio, mas me poupe do desprazer de ter que te encontrar.

E digo mais, vá pra puta que te pariu!

Ai… bem melhor agora.