Posts de Março, 2008

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é um resto de toco, é um pouco sozinho

Março 31, 2008

flor

Hoje é dia 31 de março, 1/4 de ano que se passou e, se restava alguma dúvida, agora já estou certa de que o tempo segue avançando sem piedade. Nada de “pause” ou “rewind”, a vida não espera que você esteja pronto pra seguir adiante e eu resolvi não desperdiçar nenhum minutinho dela. 

Em março eu fui na farmácia com as minhas próprias perninhas e comprei o remédio pra minha tosse de cachorro, sozinha, sem mamãe. Eu fui no banco solicitar cartão novo e alterei endereço, documentos de identidade, sem a ajuda dele. Eu desejei feliz aniversário pro meu pai e irmão, no mesmo dia. Eu joguei floor hockey pela primeira vez e até que fui bem. Eu joguei boliche pela primeira vez e até fiz strike. Eu fui ver uma das minhas bandas favoritas tocando ao vivo. Eu fui ao museu ouvir bossa nova e animei o meu domingo. Eu viajei a negócios, fiz contatos profissionais importantes pro meu futuro. Eu estreitei laços de amizade. Eu falei o que me veio a cabeça pra uns, e outros me fizeram engolir sapos. Eu comi churrasco, eu fui no salão de beleza, eu fui pra praia (eeee!). Eu doei meu rico dinheirinho pra cruz vermelha e me vi sem um tostão pra voltar pra casa. Eu senti saudades e vi o dia amanhecer, duas vezes seguidas. Eu lavei a alma com água da chuva. 

No fim, março deu canseira! 

Mas, ao que tudo indica, acabou o inverno. Os dias já estão muito mais longos, agora só faltam as árvores voltarem a ficar verdinhas e as flores da primavera comecarem a nascer. Tudo vai ser melhor. 

E sabe o que mais? Tá chovendo… lá fora. humrum, isso mesmo: “águas de março”. 

“…É promessa de vida no MEU coração”

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note to self: bebida alcoólica e câmera fotográfica não combinam

Março 14, 2008

Quase uma semana se passou e as fotos da festa continuam aparecendo… tenebrosas! 

festa

tenho medo!

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… e pra celebrar o chão da minha cozinha

Março 11, 2008

Quando eu mudei pro apartamento “novo”, a proprietária veio me explicar que houve uma infiltração terrível na cozinha e por isso foi preciso arrancar o piso, mas era coisa rápida, em duas semanas já deveria estar resolvido. 

Seis (06) meses depois, tudo na mesma. 

Pode até parecer desculpa de preguiçoso, mas qual a motivação de você limpar um lugar que vai sempre estar sujo?  Pensa comigo: o chão era cimento puro, se eu tirasse o pó da mesa, 5 minutos depois a poeira já tinha subido novamente, se eu fosse aspirar o chão, ia acabar abrindo um buraco pro apartamento de baixo e, aí sim, eu teria um problemão.  Foi por isso que eu nunca me empenhei ferroneamente à culinária e demais afazeres domésticos… pronto, consegui passar a culpa a diante. Sem contar que a dona do apartamento guarda toda sorte de tralha que se possa imaginar. Isso mesmo, tralha, do Latim tragula, conjunto desordenado de coisas várias; quantidades de coisas sem valor; cacaréus… nós temos coleções de relógios sem bateria, abajures quebrados, recortes de jornais amontoados, cartões postais de mil novecentos e antigamente, todos por ali, como se tivesse chegado semana passada, como se ainda fizessem algum sentido e eu, como filha da minha mãe, não posso ver nada dando sopa num cantinho que já quero jogar fora, ficava agoniada de ver tanta tranqueira, porém inibida de organizar a bagunça alheia. 

FICAVA, pretérito imperfeito! Minha cozinha agora já tem chão e ninguém mais me segura.  

A primeira providencia foi organizar uma festa com a desculpa de celebrar o aniversário do Juan, mas no fundo-no fundo eu queria mesmo era celebrar o chão da cozinha.

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Eu não vou nem me estender em detalhes sobre a festinha, porque para tanto precisaria fazer acariação entre as partes pra poder reconstituir os fatos, mas aqui vão fatos dignos de nota:

- todo mundo disse que a minha lasanha estava maravilhosa. (tá vendo, mãe?)

- 5 dos meus amigos ficaram presos no elevador durante 40 minutos e eu tive que chamar a emergência pra tira-los de lá. Se não fosse tão cômico, seria trágico. Um deles é cheio das gracinhas então ninguém acreditou quando ele ligou contando que tava preso, a partir daí todo mundo ficou fazendo piadinha a respeito.

- “three man” é o “drinking game” mais legal de todos os tempos.

- tanta bagunca serviu pra me aproximar mais do colombiano que divide o apartamento comigo. 

Tá vendo? A alegria está nas pequenas coisas.

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Stereophonics em Estocolmo, eu fui!

Março 6, 2008

O Kelly Jones é um chuchuzinho, mesmo com a fama de encrenqueiro. Ele é baixinho, do cabelo por cortar, dos óculos escuros até no escuro, da jaqueta preta de couro, da voz rouca e inconfundivel, do sotaque britânico que as vezes eu nem conseguia entender.  

Se você pensou que eu gosto da banda por causa do vocalista bonitinho, se enganou. 

Tem também o Adam Zindani, na guitarra e backvocal, que na verdade é do SpiderSimpson, e o Tony Kirkham no piano, que apesar de só acompanharem Stereophonics em turnê, ineteragem perfeitamente com a banda.  

Tá, mas quem é mesmo Stereophonics? 

É uma banda de brit-pop, com um quê de “Oasis” e “The Verve”. Sabe qual é? Eu tenho certeza que você conhece, só não está associando o nome ao “som”. Já sei… lembra daquele filme “Crash, no limite”? Aquele com a Sandra Bullock, Matt Dillon e mais um monte de gente, que faturou Oscar nas categorias Melhor Filme, Roteiro Original e Edição em 2006? Pois então, a música “Maybe Tomorrow” dos Stereophonics toca no fim do filme, como um arremate perfeito a trama.  

Eu disse: Perfeito! 

Foi o suficiente pra eu me interessar em conhecer o resto do trabalho dos caras, comprei uns CDs, e assim que descobri que eles estavam vindo a Estocolmo, convenci o meu então namorado a comprar os ingressos. 

Preciso admitir que fiquei com medinho de ir no show e passar a associar uma das minhas bandas favoritas a esse momento era-pra-ele-estar-aqui e todas essas sentimentalidades inúteis. Bobagem! Assistir Stereophonics tocando ao vivo foi bom a ponto de surpreender.  

A impressão que deu é que era uma banda de amigos, tocando no quintal de casa, aquela coisa sem compromisso, sabe? Amigos tocando por diversão. Eles faziam comentários entre as músicas, faziam piadinhas e riam, sorrisos daqueles que contagiam… eu simplesmente não conseguia olhar pro Adam (estava bem de frente pra ele) e não sorrir junto.  Vai ver eles erraram algum acorde, talvez o Kelly tenha desafinado, se bobear, eles inverteram a ordem das músicas ali na hora, mas como boa fã, eu nem percebi… achei tudo perfeito.

No fim do show, quando eu pensei que a noite não poderia ficar melhor, ele volta sozinho ao palco e toca a minha favoritinha, só voz e guitarra e, tal qual prometi a um amigo, eu gravei e agora posso te mostrar também =]

“are you ready? are you really fuckin’ ready?” (Kelly Jones)