Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

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Nasceu!

Abril 22, 2009

Nasceu o filhinho do meu irmão, o João Guilherme, meu sobrinho que eu ainda não vi, mas que deve ser um bocado bonito.

Eu fiquei sabendo por SMS, e por SMS eu mandei o pai ir lá tirar umas fotos pra mim. Nós sabemos que meu pai é viciado em tirar fotos, mas enviar por email, not so much. Vou esperar.

E pode deixar, seu João Guilherme, quando eu chegar aí, vou te pegar, vou te apertar e te encher de cheiro.

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é um resto de toco, é um pouco sozinho

Março 31, 2008

flor

Hoje é dia 31 de março, 1/4 de ano que se passou e, se restava alguma dúvida, agora já estou certa de que o tempo segue avançando sem piedade. Nada de “pause” ou “rewind”, a vida não espera que você esteja pronto pra seguir adiante e eu resolvi não desperdiçar nenhum minutinho dela. 

Em março eu fui na farmácia com as minhas próprias perninhas e comprei o remédio pra minha tosse de cachorro, sozinha, sem mamãe. Eu fui no banco solicitar cartão novo e alterei endereço, documentos de identidade, sem a ajuda dele. Eu desejei feliz aniversário pro meu pai e irmão, no mesmo dia. Eu joguei floor hockey pela primeira vez e até que fui bem. Eu joguei boliche pela primeira vez e até fiz strike. Eu fui ver uma das minhas bandas favoritas tocando ao vivo. Eu fui ao museu ouvir bossa nova e animei o meu domingo. Eu viajei a negócios, fiz contatos profissionais importantes pro meu futuro. Eu estreitei laços de amizade. Eu falei o que me veio a cabeça pra uns, e outros me fizeram engolir sapos. Eu comi churrasco, eu fui no salão de beleza, eu fui pra praia (eeee!). Eu doei meu rico dinheirinho pra cruz vermelha e me vi sem um tostão pra voltar pra casa. Eu senti saudades e vi o dia amanhecer, duas vezes seguidas. Eu lavei a alma com água da chuva. 

No fim, março deu canseira! 

Mas, ao que tudo indica, acabou o inverno. Os dias já estão muito mais longos, agora só faltam as árvores voltarem a ficar verdinhas e as flores da primavera comecarem a nascer. Tudo vai ser melhor. 

E sabe o que mais? Tá chovendo… lá fora. humrum, isso mesmo: “águas de março”. 

“…É promessa de vida no MEU coração”

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… e pra celebrar o chão da minha cozinha

Março 11, 2008

Quando eu mudei pro apartamento “novo”, a proprietária veio me explicar que houve uma infiltração terrível na cozinha e por isso foi preciso arrancar o piso, mas era coisa rápida, em duas semanas já deveria estar resolvido. 

Seis (06) meses depois, tudo na mesma. 

Pode até parecer desculpa de preguiçoso, mas qual a motivação de você limpar um lugar que vai sempre estar sujo?  Pensa comigo: o chão era cimento puro, se eu tirasse o pó da mesa, 5 minutos depois a poeira já tinha subido novamente, se eu fosse aspirar o chão, ia acabar abrindo um buraco pro apartamento de baixo e, aí sim, eu teria um problemão.  Foi por isso que eu nunca me empenhei ferroneamente à culinária e demais afazeres domésticos… pronto, consegui passar a culpa a diante. Sem contar que a dona do apartamento guarda toda sorte de tralha que se possa imaginar. Isso mesmo, tralha, do Latim tragula, conjunto desordenado de coisas várias; quantidades de coisas sem valor; cacaréus… nós temos coleções de relógios sem bateria, abajures quebrados, recortes de jornais amontoados, cartões postais de mil novecentos e antigamente, todos por ali, como se tivesse chegado semana passada, como se ainda fizessem algum sentido e eu, como filha da minha mãe, não posso ver nada dando sopa num cantinho que já quero jogar fora, ficava agoniada de ver tanta tranqueira, porém inibida de organizar a bagunça alheia. 

FICAVA, pretérito imperfeito! Minha cozinha agora já tem chão e ninguém mais me segura.  

A primeira providencia foi organizar uma festa com a desculpa de celebrar o aniversário do Juan, mas no fundo-no fundo eu queria mesmo era celebrar o chão da cozinha.

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Eu não vou nem me estender em detalhes sobre a festinha, porque para tanto precisaria fazer acariação entre as partes pra poder reconstituir os fatos, mas aqui vão fatos dignos de nota:

- todo mundo disse que a minha lasanha estava maravilhosa. (tá vendo, mãe?)

- 5 dos meus amigos ficaram presos no elevador durante 40 minutos e eu tive que chamar a emergência pra tira-los de lá. Se não fosse tão cômico, seria trágico. Um deles é cheio das gracinhas então ninguém acreditou quando ele ligou contando que tava preso, a partir daí todo mundo ficou fazendo piadinha a respeito.

- “three man” é o “drinking game” mais legal de todos os tempos.

- tanta bagunca serviu pra me aproximar mais do colombiano que divide o apartamento comigo. 

Tá vendo? A alegria está nas pequenas coisas.

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Stereophonics em Estocolmo, eu fui!

Março 6, 2008

O Kelly Jones é um chuchuzinho, mesmo com a fama de encrenqueiro. Ele é baixinho, do cabelo por cortar, dos óculos escuros até no escuro, da jaqueta preta de couro, da voz rouca e inconfundivel, do sotaque britânico que as vezes eu nem conseguia entender.  

Se você pensou que eu gosto da banda por causa do vocalista bonitinho, se enganou. 

Tem também o Adam Zindani, na guitarra e backvocal, que na verdade é do SpiderSimpson, e o Tony Kirkham no piano, que apesar de só acompanharem Stereophonics em turnê, ineteragem perfeitamente com a banda.  

Tá, mas quem é mesmo Stereophonics? 

É uma banda de brit-pop, com um quê de “Oasis” e “The Verve”. Sabe qual é? Eu tenho certeza que você conhece, só não está associando o nome ao “som”. Já sei… lembra daquele filme “Crash, no limite”? Aquele com a Sandra Bullock, Matt Dillon e mais um monte de gente, que faturou Oscar nas categorias Melhor Filme, Roteiro Original e Edição em 2006? Pois então, a música “Maybe Tomorrow” dos Stereophonics toca no fim do filme, como um arremate perfeito a trama.  

Eu disse: Perfeito! 

Foi o suficiente pra eu me interessar em conhecer o resto do trabalho dos caras, comprei uns CDs, e assim que descobri que eles estavam vindo a Estocolmo, convenci o meu então namorado a comprar os ingressos. 

Preciso admitir que fiquei com medinho de ir no show e passar a associar uma das minhas bandas favoritas a esse momento era-pra-ele-estar-aqui e todas essas sentimentalidades inúteis. Bobagem! Assistir Stereophonics tocando ao vivo foi bom a ponto de surpreender.  

A impressão que deu é que era uma banda de amigos, tocando no quintal de casa, aquela coisa sem compromisso, sabe? Amigos tocando por diversão. Eles faziam comentários entre as músicas, faziam piadinhas e riam, sorrisos daqueles que contagiam… eu simplesmente não conseguia olhar pro Adam (estava bem de frente pra ele) e não sorrir junto.  Vai ver eles erraram algum acorde, talvez o Kelly tenha desafinado, se bobear, eles inverteram a ordem das músicas ali na hora, mas como boa fã, eu nem percebi… achei tudo perfeito.

No fim do show, quando eu pensei que a noite não poderia ficar melhor, ele volta sozinho ao palco e toca a minha favoritinha, só voz e guitarra e, tal qual prometi a um amigo, eu gravei e agora posso te mostrar também =]

“are you ready? are you really fuckin’ ready?” (Kelly Jones)

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maybe tomorrow

Fevereiro 29, 2008

Pra quem pensou que a dor de cotovelo tinha se apoderado do meu ser, venho através deste comunicar que faz um dia belissimo lá fora.

Eu acordei cedinho, com um feixe de luz que atravessava a persiana, contrariando as previsões de céu nublado/neve/mau-humor/patati e patata. Não dá pra ignorar um feixe de luz na cara da gente, as 7 da manhã, em pleno inverno. Não, não dá.

Dessa vez vai ser diferente, só porque eu quero assim =]

E quem quiser ir pro show dos Stereophonics comigo, é só pegar um avião que ainda dá tempo. Os ingressos estão na mão.

I wanna breeze and an open mind
I wanna swim in the ocean
Wanna take my time for me
All me

So maybe tomorrow
I’ll find my way home

 

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acabou a coerência nesse mundo de meu Deus

Fevereiro 28, 2008

Não se pode culpar alguém por ter deixado de gostar de você, isso acontece mesmo. Não dá nem mesmo pra dizer que foi repentino, que não esperava… é que as vezes a verdade passa se esfregando na cara da gente, mas se fecha os olhos, se procura uma desculpa mirabolante qualquer pro que deveria ser tão obvio. Tudo faz sentido agora.

Eu sou um tanto enorme de justa, eu sou um bocado de legal e sim, acontece mesmo de eu manter relacão amigável com pessoas que me sacaneiam, mas sangue de barata já é putaria.

Você não pode terminar comigo num dia e esperar que eu aceite que me acompanhe no show 4 dias depois. Pra quê? Você nem conhece a banda, nem queria dormir tarde em dia de semana, nem quer mais continuar comigo. Pra quê isso agora? Os ingressos são meus, larga na portaria, joga pela janela, manda pelo correio, mas me poupe do desprazer de ter que te encontrar.

E digo mais, vá pra puta que te pariu!

Ai… bem melhor agora.

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o ultimo do ano

Dezembro 31, 2007

Como sempre, fazendo as coisas na ultima hora, me dei conta de que não podia deixar passar 2007 assim, sem dizer nada. Afinal de contas, 2007 foi um ano de correr atrás, de lutar pelos sonhos, de arriscar… e mais ainda, não podia deixar comecar 2008 sem uma palavrinha de boas vindas, não esse 2008 que promete tantas coisas boas, as recompensas pelos meus esforcos.

São 23:22 e já dá pra ouvir alguns fogos de artificio lá fora, eu preciso me vestir e ir ver a queima de fogos as margens do Danubio, e pode ter certeza que vou estar pensando em você.

Como não dá mais tempo, faco minhas as palavras de Victor Hugo:

“Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.”

 
Feliz 2008!!!